O amor é fogo que arde

fogo do amor

 

“O amor é fogo que arde…”

Todos conhecemos o famoso poema de Camões que se inicia assim.
Mas esta reflexão é sobre o verdadeiro amor, é sobre a imensa misericórdia que nos cerca por todos os lados, lugares e momentos… que transcende a razão humana, pois é gerada na bendita vontade do Criador.

O Salmo 67.1 apresenta uma oração importante para compreendermos algo sobre este amor. Vejamos: “Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe; e faça resplandecer o seu rosto sobre nós”.

Note que o salmista pede misericórdia ao Senhor temendo a sua justiça, compreendendo que os pecados que cometemos no dia-a-dia é razão obvia para Deus nos tratar com equidade, e nos remunerar com justiça.

Se para Deus a justiça é a condenação da prática do pecado, deveríamos ser fulminados todos os dias. Ai, ai, ai…

Imagine como seria terrível se Deus resolvesse nos pagar o salário no final do dia?

Se pesássemos numa balança nossos atos de justiça e de injustiça, de amor e de desamor, de bondade e de maldade, de humanidade e de desumanidade e, principalmente, de altruísmo e de egoísmo, qual seria nosso salário? Acredito que assim como o meu, o salário mais justo seria a morte.

Então vamos clamar bem alto em nosso interior: DEUS TENHA MISERICÓRDIA DE NÓS (MIM)!

Deus não está nos pagando com tal paga devido ao seu amor incondicional, transcendente, imensurável, (…). Isto é o resultado do alcance da palavra ‘misericórdia’ – perdão e compaixão.

Pois com tamanho amor Ele enviou seu filho Jesus para que o jugo do pecado não nos condenasse, não fôssemos remunerados pelo saldo negativo de nossa conta, mas pelo crédito que Cristo trouxe à humanidade. Agora, com fôlego e esperança, todos o dias podemos apresentar a Deus nossa vida como um protótipo a ser melhorado, modificado, tratado e devidamente ajustado.

A graça de Cristo nos salvou! Amém, amém e amém! Glória eterna ao Filho de Deus!

Agora, é importante dizer que só mudaremos totalmente nossa sorte se quisermos escolher a Salvação em Jesus Cristo. Nesta mudança, nos convertemos ao Senhor e nossa condição é de crédito frente ao adversário, mas em débito com os céus!

Recebemos a dádiva de trilhar pelo caminho da mortificação da carne e do pecado e da vivificação do Espírito em nós! O que é isso? É a posição daqueles que receberam uma natureza que contrasta com o ego humano, que nega o ‘Eu’ e que glorifica o ‘Ele’… que serve a Deus com todas as forças, com ânimo, que se submete ao aprendizado deste novo caminho. Que também nos leva a servir nosso irmão, família, amigo, adversário, colega, vizinho (…)!

Prosseguimos para o alvo que nos foi proposto neste caminho de regeneração!

Por isso também rogamos sempre por vós, para que o nosso Deus vos faça dignos da sua vocação, e cumpra todo o desejo da sua bondade, e a obra da fé com poder; 2 Tessalonicenses 1:11

Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. 1 Coríntios 1:26

Obrigado, Senhor, pelo seu ardente amor que acende em nossos corações como chamas vivas!

Pb Antonio Carlos