Eu também não te condeno.

 

eu não te condeno

 

Eu também não te condeno.
Somos tão prontos ao julgamento que, por vezes não nos damos conta de que nosso senso crítico já fez juízo e condenou alguém por sua atitude errada.
É claro que não devemos conviver com o erro como se tal conduta não fosse reprovável a luz da bíblia. Contudo, não era essa a tônica das palavras de Jesus àquela mulher adúltera, até porque ele a recomendou não permanecer em sua vida pregressa: “…vais e não peques mais.”.
Os ensinamentos do mestre levam-nos a olhar com outros olhos e direciona-nos a tratar a todos, inclusive ao errante, com amor a despeito de sua atitude sem temor.
Também não é correto dizer que o julgador não tenha lá suas razões para dar a sentença, pois formatado numa sociedade sofredora, exigente, opressora, embora com padrões morais tão dispares e controversos, que o certo e o errado são relativizados a uma ótica particular e interpretativa.

Ouvi uma pregação do Pastor Claudio Duarte dizendo que um heterossexual aos seus 46 anos pode se tornar homossexual, mas se este daqui um mês quiser se tornar novamente um heterossexual já não pode. Claro que não, nós já o rotulamos como homossexual e este jamais conseguirá mudar de lado novamente, resultado do poder julgador que estamos investidos.
Compreende como medimos ao próximo com nossa própria régua?
O peso de nossa caneta ao assinarmos a sentença deve trazer-nos temor.
Exorcizamos tantos demônios, exigimos santidade, calamos tantas vozes que gritam no vazio de seus corações, mas não estamos aplicando remédio na dor, não estamos curando os enfermos ao modelo do mestre e não dispensamos nosso tempo para amar e abraçar aos que se prendem neste quarto escuro de suas almas.

A frase de maior significado do versículo está no conteúdo do título desta reflexão: …Eu também não te condeno.
O Senhor Jesus deixa claro que sua missão era libertar o homem do jugo e do juízo preestabelecido da lei, contudo, foi na cruz que o peso da condenação foi dependurado, pois o pecado jamais poderia ser desculpado.
O verdadeiro Messias tinha poder para perdoar pecado, na realidade, ele assumia para si a condenação das nossas atitudes, Ele também não foi desculpado por abrigar pecadores, amar almas perdidas e chorar por homens imperfeitos.
Na cruz se encerrou um ciclo de condenação. Lá o Cristo dá o grito de liberdade ao Pai: “… Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34). Não sobrou condenação, mas sobejou amor e este transborda séculos e séculos por toda humanidade, aleluia!

Leitura bíblica do texto:
João 8.10-11 …Quando Jesus se ergueu, não vendo a ninguém mais, além da mulher, disse a ela: “Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?” 11Disse ela: “Ninguém, Senhor.” E assim lhe disse Jesus: “Nem Eu te condeno; podes ir e não peques mais.”
João 3:17 Portanto, Deus enviou o seu Filho ao mundo não para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por meio dele.
Lucas 5:32 Eu não vim para convocar os justos, mas sim, para chamar os pecadores ao arrependimento!”.
“Contudo, Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23:34)

Pb. Antonio Carlos Souza